O lúdico e a criança: porque brincar faz bem

O lúdico e a criança, porque brincar faz bem

O ato de brincar é uma das atividades mais importantes na vida dos indivíduos, é através dele que o ser humano compreende o mundo e se desenvolve fisicamente e intelectualmente durante a infância, desenvolvendo suas potencialidades e trabalhando com suas limitações, habilidades sociais, afetivas e cognitivas. É uma forma de expressão do interior com o meio, considerada uma atividade universal tendo como base contextos sociais, históricos e culturais, sendo importante em todas as nações.

O brinquedo, nesse sentido, se torna um facilitador de construção lúdica, servindo como base para brincadeiras espontâneas. São nelas que a criança representa, cria e usa o faz de conta para entender e se inserir na realidade que vivencia. A brincadeira pode também servir como válvula de escape e atua na prevenção de doenças emocionais, pois a criança interage com o meio onde vive e absorve as influências do ambiente, sendo elas positivas ou negativas. Todas essas perspectivas podem ser observadas no ato do brincar. Isso torna a criança ativa, explorando o ambiente e construindo sua autonomia, tornando-se capaz de superar desafios e conquistar seu espaço. O desenvolvimento completo da criança é resultado da soma entre aprendizagem natural e estimulação.

As brincadeiras, em muitos casos, se tornam simulações do mundo adulto, liberando emoções de diferentes origens e demonstrando seus interesses pessoais. Seja da forma que for, sozinha, com outras crianças ou adultos, a criança vai gradativamente elaborando conceitos que a integram harmoniosamente em sua realidade.

Brincar e aprender

A maior influenciadora para o desenvolvimento sadio é a família, entretanto, nos últimos anos tem se tornado cada vez mais comum que a criança deixe o lar para conviver a maior parte do tempo em creches ou escolinhas, dependendo de uma pessoa adulta para cuidá-la e educá-la fora de seu ambiente familiar. Por isso, é necessário que o educador entenda que a relação dele para com a criança deve ser com a base no amor, no cuidar, na responsabilidade, no brincar e no educar, tornando o ambiente pedagógico uma extensão do próprio lar da criança.

O ato de brincar é uma necessidade infantil geral e uma atividade que faz parte do cotidiano, baseada em imaginação e espaço.  É comunicação e expressão. É através da brincadeira que a criança fantasia e adquire experiência e é por isso que o brincar precisa ter uma carga significativa, estando presente no cotidiano educacional da criança. Existem duas formas de considerar o brincar:

O lúdico no ensino

Que transforma o brincar em algo sem pressão ou obrigação, sendo realizado com prazer e diversão, dando oportunidade as crianças e criar, organizar e administrar seus brinquedos e jogos, conseguindo através desses recursos criar situações favoráveis ao desenvolvimento integral. São exemplos:

  • Contos;
  • Cantigas;
  • Poesias;
  • Jogos: bolinha de gude, dominó, boliche, futebol de botão;
  • Costura de roupas de boneca, bordado, pintura;
  • Perfuração de papel, trabalhos com jornal, recorte e colagem;
  • Desenhos;
  • Danças, competições, bambolê, dramatização (teatro), fantoches;

O lúdico centrado no desenvolvimento cognitivo e social

Já quando o foco é no desenvolvimento social, o interessante são as atividades de grupo que apresentam problemáticas e/ou situações que a criança observa no mundo adulto:

  • Jogos de adivinhação coletiva;
  • Jogos de administração de loja ou casa;
  • Jogos de complete a história;
  • Preparo de receitas, escultura ou pintura;
  • Jogos de alfabetização: incentivo a diários, histórias e cartas;

É bom lembrar que no ato de brincar a criança só aprende o que lhe parecer interessante e for ao mesmo tempo desafiador, senão a atividade não passa de rotina e se faz mecânica, sem a correta absorção.

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